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os filmes de vampiro que moldaram quem eu sou

tem uma coisa que eu nunca consigo explicar direito pra quem não cresceu consumindo cultura gótica nos anos 2000: a sensação de finalmente se reconhecer numa criatura da noite. não é sobre gore, não é sobre terror — é sobre aquela melancolia específica, aquele senso de ser de outro mundo.

foi o cinema de vampiro que me deu isso primeiro. antes de qualquer subcultura, antes de qualquer comunidade online, foram essas histórias que me disseram: existe um lugar pra você.

os filmes que me formaram

vou listar em ordem de impacto, não de qualidade técnica. porque alguns aqui são objetivamente filmes medianos que, mesmo assim, mudaram alguma coisa em mim.

Interview with the Vampire (1994)

assisti pela primeira vez com doze anos na madrugada de uma sexta. não dormi. não era o medo — era outra coisa. era o Lestat sendo exatamente o tipo de personagem que eu não sabia que existia no cinema.

"I'm going to give you the choice I never had."

essa linha me assombra até hoje por razões que demorei anos pra entender completamente.

The Craft (1996)

não é exatamente um filme de vampiro, mas entra nessa lista porque foi o primeiro filme em que vi garotas como eu — estranhas, intensas, que não se encaixavam — no centro da narrativa. e não como vítimas.


essa lista vai continuar. tem mais dez filmes que eu quero dissecar, mas prefiro fazer isso em partes — cada um merece um texto próprio. próxima semana: What We Do in the Shadows e por que humor gótico é ainda mais gótico que drama gótico.

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